domingo, 13 de julho de 2014

Conto para pensar e aprender

As janelas douradas

O menino trabalhava arduamente durante todo o dia, no campo, no estábulo e no armazém, pois os pais eram fazendeiros pobres e não podiam pagar a um ajudante. Mas, quando o sol se punha, o pai deixava-lhe aquela hora só para ele. O menino subia ao alto de um morro e ficava a olhar para um outro morro, distante alguns quilômetros. Nesse morro, via uma casa com janelas de ouro e de diamantes. As janelas brilhavam e reluziam tanto que ele era obrigado a piscar os olhos. Mas, pouco depois, ao que parecia, as pessoas da casa fechavam as janelas por fora, e então a casa ficava igual a qualquer outra casa. O menino achava que faziam isso por ser hora de jantar; então voltava para casa, jantava e ia deitar-se. Um dia, o pai do menino chamou-o e disse-lhe:

— Tens sido um bom menino e ganhaste um dia livre. Tira esse dia para ti; mas lembra-te: tenta usá-lo para aprenderes alguma coisa boa.

O menino agradeceu ao pai e beijou a mãe. Em seguida partiu, tomando a direção da casa das janelas douradas.

Foi uma caminhada agradável. Os pés descalços deixavam marcas na poeira branca e, quando olhava para trás, parecia que as pegadas o seguiam, fazendo-lhe companhia. A sombra também caminhava ao seu lado, dançando e correndo, tal como ele. Era muito divertido.

Passado um longo tempo, chegou ao morro verde e alto. Quando subiu ao topo, lá estava a casa. Mas parecia que haviam fechado as janelas, pois ele não viu nada de dourado. Aproximou-se e sentiu vontade de chorar, porque as janelas eram de vidro comum, iguais a qualquer outra, sem nada que fizesse lembrar o ouro.

Uma mulher chegou à porta e olhou carinhosamente para o menino, perguntando o que ele queria.

— Eu vi as janelas de ouro lá do nosso morro — disse ele — e vim de propósito para as ver de perto, mas elas são de vidro!

A mulher meneou a cabeça e riu-se.

— Nós somos fazendeiros pobres — disse — e não poderíamos ter janelas de ouro. E o vidro é muito melhor para se ver através dele!

Convidou o menino a sentar-se no largo degrau de pedra e trouxe-lhe um copo de leite e uma fatia de bolo, dizendo-lhe que descansasse. Chamou então a filha, que era da idade do menino; dirigiu aos dois um aceno afetuoso de cabeça e voltou aos seus afazeres.

A menina estava descalça como ele e usava um vestido de algodão castanho, mas os cabelos eram dourados como as janelas que ele tinha visto e os olhos eram azuis como o céu ao meio-dia. Passeou com ele pela fazenda e mostrou-lhe o seu bezerro preto com uma estrela branca na testa; ele falou do bezerro que tinha em casa, e que era castanho-avermelhado com as quatro patas brancas. Depois de terem comido juntos uma maçã, e se terem tornado amigos, ele fez-lhe perguntas sobre as janelas douradas. A menina confirmou, dizendo que sabia tudo sobre elas, mas que ele se tinha enganado na casa.

— Vieste numa direção completamente errada! — exclamou ela. — Vem comigo, vou-te mostrar a casa de janelas douradas, para ficares a saber onde fica.

Foram para um outeiro que se erguia atrás da casa, e, no caminho, a menina contou que as janelas de ouro só podiam ser vistas a uma certa hora, perto do pôr-do-sol.

— Eu sei, é isso mesmo! — confirmou o menino.

No cimo do outeiro, a menina virou-se e apontou: lá longe, num morro distante, havia uma casa com janelas de ouro e de diamantes, exatamente como ele tinha visto. E quando olhou, o menino viu que era a sua própria casa!

Apressou-se então a dizer à menina que precisava de se ir embora. Deu-lhe a sua melhor pedrinha, a branca com uma lista vermelha, que trazia há um ano no bolso. Ela deu-lhe três castanhas- da-índia: uma vermelha acetinada, outra pintada e outra branca como leite. Ele deu-lhe um beijo e prometeu voltar, mas não contou o que descobrira. Desceu o morro, enquanto a menina ficava a vê-lo afastar-se, na luz do sol poente.

O caminho de volta era longo e já estava escuro quando chegou a casa dos pais. Mas o lampião e a lareira luziam através das janelas, tornando-as quase tão brilhantes como as vira do outeiro. Quando abriu a porta, a mãe veio beijá-lo e a irmãzinha correu a pendurar-se-lhe ao pescoço; sentado perto da lareira, o pai levantou os olhos e sorriu.

— Tiveste um bom dia? — perguntou a mãe.

— Sim! — o menino passara um dia ótimo.

— E aprendeste alguma coisa? — perguntou o pai.

— Sim! — disse o menino. — Aprendi que a nossa casa tem janelas de ouro e de diamantes.


William J. Bennett
O Livro das Virtudes II – O Compasso Moral
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1996

terça-feira, 3 de junho de 2014

Oração dos Fieis - Missa Pentecostes

Após cada prece , peçamos juntos:
 Renova-nos, ó Pai, no teu Santo Espírito!

1- Pelas Igrejas cristãs difundidas no mundo, para que sejam capazes de falar à humanidade do nosso tempo, com a linguagem do evangelho, rezemos:

2- Pelo nosso Papa e por todos os Bispos que juntos formam o Colégio Apostólico, e pelos Sacerdotes para que animados pela sabedoria e a força do Espírito, guiem o povo de Deus a um desejo sincero de santidade e desde já o Reino seja realizado, rezemos:

3- Por todos os seminaristas e seus formadores, que animados pelo Espírito Santo sejam para a Igreja fermento de vida nova, e tenham alegria  no serviço do Reino de Deus, e de cada irmão e irmã, rezemos:

4- Pelos homens e mulheres empenhados no serviço a humanidade a fim de que tenham consiência que cada pessoa recebe um dom e uma mensagem do Espírito para construir um mundo novo, rezemos:

5- Pelas pessoas que sofrem a causa da violência, por todos que vivem na solidão para que o Espírito Consolador comunique a todos a ternura de Deus, rezemos:

6- Pelos jovens para que encontrem educadores capazes de transmitir e testemunhar o valor da vida e do amor, a fim de que sejam na Igreja a primavera do Espírito, sinal  de um futuro cheio de esperança, rezemos:

7- Por nós que a graça da participação da Eucaristia nos faça dóceis a ação do Espírito e reacenda no nosso coração o dom da dignidade profética, sacerdotal e real recebida no batismo, rezemos:

domingo, 25 de maio de 2014

Um conto para recontar e pensar

“Um velho sábio morava no alto de uma montanha. Muito respeitado em todo o povoado, era bondoso, pacífico e tinha sempre um bom conselho para dar. Um dia, chegou ao vilarejo um forasteiro que logo armou confusão na hospedagem onde ficou, no restaurante em que almoçou, no bar onde foi beber. Foi expulso de todos os lugares, mas recusava-se a partir da cidade. Os moradores reuniram-se, foram até ele e lançaram um desafio: se conseguisse tirar do sério o velho sábio, mestre dos mestres, poderia ficar e por ali se instalar. Caso contrário, iria embora e nunca mais voltaria. O orgulhoso guerreiro deu uma gargalhada e aceitou o trato.

Cercado de seus discípulos, o mestre palestrava quando o jovem chegou cheio de si, interrompendo a conversa e armando confusão. Ao longo de toda a manhã, xingou, ofendeu, esbravejou, ridicularizou, ironizou, desmereceu o velho sábio. Tarde adentro, gastou seu arsenal de impropérios e, quando a noite caiu, chegou próximo a um combate físico. E o velho lá, contemplando-o, impassível. Ao raiar do dia, desmoralizado, o baderneiro desapareceu e dele nunca mais se teve notícia.

Os discípulos logo acercaram o bom homem, querendo saber: “Mestre, como o senhor consegue resistir a tantas ofensas sem se abalar? Ele denegriu o seu nome, cuspiu no seu brasão, difamou sua inteligência, qual o segredo para não revidar?”. O mestre respondeu com uma pergunta: “Quando alguém lhe dá um presente e você não aceita, com quem fica o pacote?”. Com a pessoa que o ofertou, concluíram. “Pois assim se dá também com as palavras, os gestos e atitudes. Se você não aceitá-los, não são seus. Ficarão com quem os proferiu”.

sábado, 3 de maio de 2014

Coroação de nossa senhora

Entrada: Maria mãe de todos nós (Zezé di Camargo e Luciano)                   

 No céu uma estrela guia 
Anunciou um novo dia
E uma luz então brilhou
Que um anjo anunciou                               
Que nasceria
O santo ventre de Maria
Aquele que seria o verdadeiro amor
Tanta luz se fez verdade, pureza e bondade da mais linda flor. 
Santa mãe da esperança do anjo criança nosso salvador
Maria do desesperados, dos injustiçados, dos sofredores.
Maria de todos os prantos, sonhos, desencantos de tantas dores. 
Maria de João e José, rainha da fé, rainha de luz. 
Maria, mãe de todos nós.
Benditas sós vós, mãe de Jesus.
Benditas sós vós, mãe de Jesus.
Benditas sós vós, mãe de Jesus.

Para coroar (  Música A 13 de maio)

Refrão:
 A treze de Maio
Na Cova da Iria
No Céu aparece
A Virgem Maria.

Benção
Abençoa ó Virgem
Aos Vossos Filhinhos
Como abençoaste
Os Três Pastorinhos.

Véu
Ò Virgem Maria
Aceitai este Véu
Que possamos um dia
Te encontrar lá no Céu.

Palma
A palma singela 
Emblema do amor
Descansa em seu peito
Ó Mãe do Senhor.

Coroa
Vai nesta coroa
A nossa oração
Pedindo á Virgem
Vossa proteção.

Final : Música Todas Como Gerações (pe. Antônio Maria)

Refrão: Todas as gerações vão proclamar-te santa,
Por isso, maria, nossa geração te ama e também te canta (2x)

1. Tu és santa, ó mãe do rosário, és bendita entre todas, maria... 
Te louvamos em teu santuário, és a causa da nossa alegria.
Do perpétuo socorro, bendita, mãe das graças, mãe terna e amável. 
Tu consolas a alma aflita, mãe rainha, mãe admirável.

2. Mãe de Lourdes e de Guadalupe, em Salete és bendita também 
Que na vida nada me preocupe, pois tu és minha força e meu bem. 
Mãe senhora do carmo és santa, mãe dos pobres, mãe aparecida. 
Mãe de fátima a igreja te canta, mãe de Deus, mãe da luz, mãe da vida.

3. És feliz, mesmo sendo das dores, mãe da igreja, ó mãe da saúde 
Rosa mística, flor entre as flores, teu poder junto a Deus nos ajude. 
Dos apóstolos , mãe, te cantamos, de Loreto, do Divino amor. 
Como Deus e com Deus te louvamos, pois foi d'ele o primeiro louvor.

4. Ó bendita rainha da paz, nosso povo que a Deus só adora. 
Seu amor e carinho te traz, ao chamar-te de "nossa senhora". 
Te chamamos, bem-aventurada, Medianeira, também Conceição. 
Com mil nomes, ó mãe te honramos, Mas te amamos num só coração.

Coroação de Nossa Senhora

No mês de maio, dedicado à Mãe de Jesus,todas as comunidades gostam de preparar uma bela homenagem à Virgem Maria, pensando nisso segue um modelo de coroação...

 Entrada: música Lindíssima Maria, abaixo está o vídeo com a melodia


Lindíssima Maria
A mais linda do mundo a mais linda desta terra
És tão linda que Deus te escolheu
E és linda no céu, és linda no paraíso
É tão linda que o céu te quer cantar
Porque o céu azul contém em ti
O sol que resplandece entre fogo
Tu és o céu azul maior por que
Tens em ti o sol que é Jesus.

Linda, linda és lindíssima Maria 
Como o céu
Linda, linda és lindíssima
Se bem nós te imitarmos 
Seremos como, como tu.

És a mãe do mundo,és a mãe do belo amor
Do amor infinito que é Jesus
És mãe de cada um, és a mãe de todos nós
Que podemos também ser como tu
Quando nos amamos Jesus vem pra nós
É como se ele nascesse outra vez
E se amamos damos ao mundo Jesus
e somos como pequenas Marias

Linda, linda és lindíssima Maria 
Como o céu
Linda, linda és lindíssima
Se bem nós te imitarmos 
Seremos como, como tu.(bis)

Coroação: Ó Virgem Mãe Amorosa

Refrão
Ó Virgem Mãe amorosa                                      
Estrela d'alva celeste
De cuja luz radiosa 
A terra inteira se veste (bis)

Flor
Rainha do paraíso
Encanto eterno de amor
Vai nesta flor meu sorriso
Vai meu amor nesta flor.

Coração
Que as bençãos do céu Maria
Nos tragam a salvação
Em tuas mãos colocamos
Um  pequenino coração.

Véu
Ó mãe tão doce e  pura
Ó virgem Mãe do senhor
aceitai de vossa filha
Este véu com tanto amor.

Palma
Bem junto ao vosso peito
Coloco a palma do amor
Que vos oferece a inocência
De puras almas em flor.

Coroa
Sois nossa mãe e rainha
Tão carinhosa e tão boa
Ninguém mais que vós merece
esta expressiva coroa.

Final: Consagração à Nossa Senhora 

Ó, Minha Senhora e também minha mãe
Eu me ofereço, inteiramente todo a vós.
E em prova da minha devoção
Eu hoje vos dou meu coração.

Consagro a vós meus olhos, meus ouvidos, minha boca.
Tudo o que sou, desejo que a vós pertença.
Incomparável mãe, guardai-me e defendei-me,
Como filho e propriedade vossa, Amém
Como filho e propriedade vossa, Amém.